O plano
grandioso, cuidado e amoroso de Deus está confirmado em Rom 8, 29-30 onde Paulo afirma:
“Porque os que de antemão conheceu, também os predestinou
para serem conformes à imagem do Seu filho, a fim de que
Este fosse o Primogénito de muitos irmãos.”
A mesma ideia de pré-conhecimento é revelada na Carta de
Paulo aos Efésios 1, 3-4:
“Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que
nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em
Cristo, do alto dos céus. Foi assim que n’Ele nos escolheu
antes da constituição do mundo, para sermos santos e
imaculados diante dos Seus olhos.”
O amor requer um plano grandioso. O plano de Deus para a
vida começou antes do mundo ser criado.
O princípio da
execução do plano de Deus para a vida é revelado no Livro do
Génesis. Quando lemos o livro do Génesis, reconhecemos os
elementos espirituais que estão a ser transmitidos na
narrativa. Adão representa o homem; Eva representa a
mulher. Ele criou o homem à Sua semelhança, Gén 1, 27. O
homem tem características assombrosas. Ele tem a
capacidade de criar, de ter um sentido de justiça, de
interceder, de salvar, de ter misericórdia, de perdoar –
estas coisas, por si só, colocam-no muito acima dos animais,
talvez até dos anjos. O homem é mesmo, de modo
surpreendente, como Deus. Além disso, tem a capacidade de
ter uma relação com Deus. O homem pode receber o Espírito
Santo – o próprio Deus. Por fim, o homem está destinado à
vida eterna. Não há nada mais semelhante a Deus do que ter a
vida eterna!
O primeiro
mandamento na Bíblia é “sede fecundos e multiplicai-vos.”
Logo a seguir vem o segundo mandamento "Enchei e dominai a
terra." Gén 1, 28. Estes são elementos extremamente
importantes do plano de Deus para a vida. Eles assumem um
significado actual no mundo de hoje. A terra ainda não está
cheia e
dominada. Existem muitas
recursos e há muita terra por cultivar. O plano de Deus
para a vida e os mandamentos que o acompanham continuam a
ser válidos.
A
importância da castidade, como parte do plano de Deus para a
vida, está incluída num dos Dez Mandamentos, “Não cometerás
adultério.” Êx 20. O Levítico 18 é inteiramente dedicado a
várias directivas acerca da santidade dos poderes da
procriação. Foi ordenado aos homens que não tivessem
relações sexuais com as mães, com cunhadas, com a mulher do
próximo ou com um outro homem. Foi ordenado aos homens
e às mulheres que não tivessem relações carnais com animais.
Todas estas abjecções são uma abominação. Com efeito,
Deus decretou que todo o ser humano deve ser
casto. Os solteiros devem ser castos. Os
casados devem ser castos. As viúvas devem ser castas.
Só o matrimónio com uma esposa proporciona um ambiente
amoroso e seguro que assegura a procriação e o plano de Deus
para a vida. O plano amoroso da procriação é uma relação
mútua connosco em que nós seguimos a sua directiva para
sermos castos, férteis e multiplicar, encher a Terra e
dominá-la. Através do matrimónio nós procriamos seres
humanos que Ele conheceu concebeu ou previu antes da criação
do mundo. A castidade e o matrimónio conjugam-se para
promover a fertilidade.
O
plano de Deus torna-se maior ainda. Os seres humanos,
através de Jesus Cristo, tornam-se filhos de Deus. Cheios
do Espírito Santo do próprio Deus, eles cumprem as
exigências da castidade e da procriação abundante.
Multiplicam-se com alegria. Além disso, os seres humanos
possuem uma miríade de talentos para cumprir o plano de Deus
por forma a dominar a terra. São trabalhadores,
engenheiros, agricultores, contabilistas, médicos,
artífices, cientistas e pessoas de muitos talentos e raças,
todas concebidas e destinadas por Deus. Os seres
humanos sentem orgulho e alegram-se ao cumprirem o plano de
Deus para dominar a terra e em serem um só com Ele.
Muito
cedo, na história da salvação, algumas lições importantes
tiveram de ser ensinadas. O castigo de Sodoma e Gomorra,
Gén 19, é familiar a muitos. As cidades foram
destruídas por Deus como um sinal perpétuo para as
perversidades que nelas existiam, particularmente a
sodomia, que era um desvio significativo do plano de
Deus para a vida. Na
história de Onan (Gén 38), que
não é muito conhecida ou compreendida, outra lição
importante sobre a procriação tinha de ser ensinada.
Onan era um dos três filhos de Judá. O primeiro filho
pecou aos olhos do Senhor e foi morto. Não nos foi
dada a razão. Naquele tempo, de acordo com a
lei do Levirato, foi pedido a Onan que desposasse a
mulher de seu irmão, Tamar, para que gerasse descendência em
nome de seu irmão. Onan desposou-a, mas quando tinha
relações simulava o acto, e depois derramava o sémen no
chão. Na terminologia médica, isto chama-se “coitus
interruptus.” Mais vulgarmente, é designado por
“retracção” e é uma forma de contracepção. Onan fazia isto
porque ele não queria ter filhos em nome do seu irmão morto.
Deus tirou-lhe a vida. É evidente que Deus o matou porque
ele defraudou o matrimónio da sua finalidade procriadora.
Depois, Tamar teve relações sexuais ilícitas com Judá, seu
sogro. Tamar deu à luz gémeos. Apesar dos seus
pecados, nem ela, Judá, ou os gémeos foram mortos. Só
Onan foi morto como testemunho perpétuo para o mal de
defraudar o matrimónio da sua finalidade procriadora. Onan
não foi morto porque não queria desposar Tamar. O castigo
por não desposar Tamar
(q.v.Deut 25) não foi a morte. Se ele
escolhesse não casar com Tamar, ela podia tirar a sandália e
cuspir-lhe na cara em público, humilhando-o, desse modo.
Isto é muito menos que a pena de morte. Onan foi morto
porque o seu acto de contracepção tinha efeitos e
consequências muito mais graves. O seu comportamento
atacou o plano de Deus para a vida. As crianças que
deviam ter nascido não nasceram. Vemos, por esta
história, que a contracepção contraria o plano de Deus para
a vida e que Deus repudia a contracepção. Essencialmente
Deus diz: “O plano para a vida e para a criação é o meu
plano.”
Os filhos são uma bênção; são inocentes
e alegres. Os filhos enriquecem os pais, tornando-os
menos egoístas. Os filhos tornam-se inventores adultos
que resolvem os problemas do mundo. Os filhos
tornam-se apóstolos adultos para proclamar o Mundo. Grandes
populações aumentam o nível de vida providenciando uma
grande variedade de bens e serviços. Além disso, estes
serviços são fornecidos com baixo custo por pessoa.
Por exemplo, uma pequena cidade com uma população de 1000
pessoas não pode pagar a sua própria instalação sanitária.
São necessárias, pelo menos, 100,000 pessoas. São
necessárias grandes populações para custear uma indústria de
rede telefónica ou de rede automóvel. Os Estados
Unidos são a terceira nação mais populosa do mundo, depois
da China e da Índia. A população e o mercado livre
tornaram-na próspera. Os filhos crescem e criam
prosperidade!
Não nos compete a nós saber. A terra tem 6 milhões de
habitantes. Baseados na percentagem da superfície
terrestre usada correntemente para as cidades e para as
quintas (11%) ela pode conter 60 biliões ou mais. A
questão é que nós não estamos em parte alguma perto de
encher a terra e de a conquistar. O plano de Deus para a
vida é um plano de amor e Ele sabe dirigir a sua execução
para o nosso máximo proveito e júbilo. Louvado seja o
Senhor!
A
Rebelião da Humanidade Contra os Planos de Deus para a Vida
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